Vida de pássaro/falcão Recentemente, ou mais precisamente, no dia 21 de novembro, presenciei um evento natural enigmático, tão complexo que ainda hoje não consigo explicar. Sei que muitos irão rir, pois, num primeiro momento, o acontecimento foi tão simples que parece nem merecer atenção. Enfim, o ocorrido foi que presenciei, indiretamente, o primeiro voo de uma ave. Mas claro que não foi isso que me intrigou e ainda intriga ainda hoje. Na verdade, o evento natural enigmático foi o momento que transformou aquele “pintinho” em um pássaro. Acho que convém contextualizar um pouco mais esse fato. Então, faz 13 anos que “uma falcão relógio” (sim, esse é o feminino de falcão), faz ninho na churrasqueira da minha casa do sítio. Evento que por si só já é bastante enigmático, pois o apelido dessa ave é “pássaro fantasma”, uma vez que é muito difícil ver um, assim como é quase impossível fotografar um. E eu, tenho um, ou melhor, uma, literalmente na porta da minha casa. Pois então, dessa vez, f...
Crônica SOMOS APENAS PARTE DO TODO/TUDO Partindo do pressuposto, inclusive lógico-matemático, de que, o que há é um Todo, imenso, pois, afinal, engloba Tudo (o que já foi, o que é e o que será, em termos humanos), sendo assim, vai muito além de nós (apesar de cada um/indivíduo querer ser mais do que é de fato), torna-se evidente de que somos apenas uma parte da Totalidade, como humanidade (já como indivíduos somos uma partícula da nossa parte e como grupos somos uma parcela da parte) - aliás, os animais também são parte desse Tudo, assim como as plantas são, etc. – evidencia-se também “uma carência/falta” com a qual cada um de nós nasce, ou seja, tornando-me numa partícula (indivíduo) da parte (humanidade) do Todo, carrego o inevitável desejo de integrar o Tudo, afinal, como parte caminho em direção a Totalidade. Convém enfatizar de imediato, de que este Todo não é Deus ou deus, nem o dos cristãos, nem o dos islâmicos, nem do hinduísmo... aliás, aqui também se evid...
UNIVERSIDADE E MÚSICA: UMA ANALOGIA POSSÍVEL Faz tempo que pensei na analogia entre a Universidade brasileira e a música, para provocar uma reflexão crítica a respeito da Ciência no Brasil. Certamente, se eu perguntar para me dar um exemplo de “músico completo”, além do ouvido musical e da habilidade com os instrumentos musicais, também vai ser destacado a composição das/de letras. E é bem aí que restringimos, drasticamente, o número de músicos completos no Brasil, afinal,compor uma música não é para muitos. Curiosamente, me parece que os músicos de longo sucesso são os que também são compositores. Aqui evitei o conceito de “grande sucesso”, pois esses são muitos, mas geralmente, músicos de curto prazo, pois mais se restringem a “interpretação musical” do que a produção musical. E assim, a partir daqui, adentro na Ciência brasileira. Será que a Ciência no Brasil não está demasiadamente restrita à “interpretação científica”, em vez de ser produção científica? Parece que no Brasil nos r...
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